Incêndio em residência na Capital deixa casal morto e caso é tratado como feminicídio

Investigadores identificaram sinais de violência antes do fogo que destruiu a residência

Luis Gustavo, Da Redação*


Um incêndio de grandes proporções terminou em tragédia na noite dessa quinta-feira (2), no bairro Monte Castelo, em Campo Grande. Um casal morreu carbonizado após o fogo consumir a residência localizada na rua Rio Pardo. As primeiras investigações apontam para um caso de feminicídio seguido de suicídio.

 

De acordo com a Polícia Civil, Anderson Cylis Saochine Rezende, de 50 anos, foi encontrado sem vida dentro de uma picape Fiat/Strada, estacionada entre a garagem e a casa, próxima à porta aberta. Já o corpo de Gisele da Silva Saochine, de 40 anos, foi localizado parcialmente queimado em um dos quartos do imóvel.

 

Marcas de violência e fogo criminoso

No quintal da residência, equipes policiais encontraram marcas de sangue, uma faca e recipientes com álcool e diluentes de tinta, indícios de que o fogo pode ter sido provocado de forma intencional. A perícia aponta que Gisele foi esfaqueada e arrastada até o quarto, antes de ter o corpo atingido pelas chamas.

 

A principal linha de investigação é de que Anderson teria iniciado o incêndio utilizando materiais inflamáveis e, em seguida, tirado a própria vida dentro do veículo.

Casal foi encontrado morto na casa destuída pelo incêndio - Foto: Redes sociais

Incêndio controlado após três horas

Vizinhos perceberam as chamas no imóvel e acionaram a Polícia Militar. O Corpo de Bombeiros chegou por volta das 19h e atuou com 11 militares, quatro viaturas e cerca de 3 mil litros de água para controlar o fogo, que se espalhou rapidamente e chegou a provocar o desabamento do telhado de um dos cômodos.

A filha do casal, de 16 anos, foi quem abriu o portão da residência ao retornar da escola e se deparou com a cena.

Vizinhos relatam surpresa

Moradores da região afirmaram que nunca presenciaram discussões ou brigas entre o casal. Segundo um vizinho ouvido pela reportagem, Anderson e Gisele eram evangélicos e mantinham uma rotina tranquila.

“Nunca vi uma discussão entre eles. A gente fica embasbacado. Era um casal tranquilo”, relatou. Anderson trabalhava com móveis planejados e era praticante de ciclismo, enquanto Gisele atuava como manicure e cursava enfermagem.

27º feminicídio no estado em 2025

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) acompanha o caso e iniciou a oitiva de testemunhas nesta sexta-feira (3). Caso confirmado, este será o 27º feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul em 2025, sendo o quinto ocorrido em Campo Grande.

O corpo do casal foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), e a Polícia Civil segue investigando a motivação e a dinâmica da tragédia. *Com informações do Campo Grande News.

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