Mato Grosso do Sul enfrenta cenário crítico de estiagem e risco extremo de incêndios florestais

Mês de setembro registra temperaturas acima de 38°C e umidade relativa do ar entre 8% e 15% em diversas regiões do Estado

Luis Gustavo, Da Redação*


Mato Grosso do Sul atravessa um período de forte criticidade climática, marcado pela combinação de estiagem prolongada, temperaturas elevadas e baixa umidade relativa do ar. O cenário, segundo análise técnica do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), tem elevado de forma significativa o risco de ocorrência e propagação de incêndios florestais.

 

De acordo com o levantamento, a atuação de um sistema de alta pressão atmosférica mantém o tempo estável, com céu claro a parcialmente nublado, ausência de chuvas e forte insolação. As temperaturas máximas já superaram os 38°C em várias localidades, enquanto a umidade relativa do ar caiu para índices entre 8% e 15% em municípios como Amambai, Ponta Porã, Três Lagoas e Bataguassu. Valores abaixo de 30% são classificados como extremamente secos e favorecem a propagação do fogo.

 

A situação se agrava com a ausência prolongada de chuvas. Em cidades como Campo Grande, Coxim, Corumbá, Dourados, Ivinhema, Paranaíba e Três Lagoas, não há registros significativos de precipitação há mais de 37 dias. Em Porto Murtinho, o número é ainda mais alarmante: 94 dias sem acumular mais de 10 mm de chuva.

 

O monitoramento meteorológico mostra que, em municípios como Três Lagoas, Paranaíba e Coxim, as condições críticas persistem há pelo menos 13 dias consecutivos, com temperaturas acima de 30°C e umidade relativa inferior a 30%. Esse cenário compõe o chamado “triângulo do fogo”, em que calor intenso e ar seco criam ambiente altamente favorável à ignição e à rápida propagação das chamas.

 

Para os próximos dias, os índices de perigo de fogo permanecem em nível extremo, indicando alta probabilidade de incêndios de difícil controle, mesmo com emprego de meios aéreos. As previsões sazonais reforçam a preocupação: entre outubro e dezembro de 2025, a expectativa é de temperaturas acima da média e chuvas mal distribuídas, prolongando a vulnerabilidade ambiental.

 

A conclusão do Cemtec é de que o Estado enfrenta um quadro crítico, que exige atenção redobrada para medidas preventivas, estratégias de mitigação e fortalecimento da capacidade de resposta. O objetivo é reduzir os impactos ambientais, sociais e econômicos associados aos incêndios florestais que tendem a se intensificar neste período.*Com informações da Semadesc.

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