SES adota nova estratégia para controle do Aedes aegypti em Mato Grosso do Sul

Mudança atende diretrizes do Ministério da Saúde e prioriza áreas críticas após aumento de infestação apontado no 3º LIRAa de 2025

Luis Gustavo, Da Redação*


A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES), por meio da Coordenadoria Estadual de Controle de Vetores, anunciou uma nova estratégia para as visitas domiciliares de combate ao Aedes aegypti. A medida, alinhada às diretrizes mais recentes do Ministério da Saúde, foi divulgada após a conclusão do 3º Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa) deste ano.

 

A principal mudança está na forma de definição das metas de visita dos agentes. Antes, cada profissional atuava em uma microárea fixa, com cobertura entre 800 e 1.000 imóveis. Agora, com a estratificação de risco, as equipes passam a se concentrar em áreas com maior índice de infestação.

 

“Se um município possui 10.000 imóveis e 5.000 estão em áreas classificadas como críticas, os esforços se concentram nesses 5.000, enquanto os demais são monitorados por ovitrampas. Essa abordagem permite maior flexibilidade e precisão na alocação dos recursos, utilizando dados históricos de LIRAas e ovitrampas”, explicou o gerente de Mobilização Social e Gestão de Resíduos da SES, Marcus Carvalhal.

 

Diretrizes atualizadas e uso da tecnologia

Na última semana, a SES realizou uma webconferência com representantes dos 79 municípios para apresentar as novas orientações. Durante a reunião, foi destacada a atualização do aplicativo e-Visita Endemias, ferramenta que centraliza as informações entomológicas e auxilia na gestão das ações em campo.

 

“O foco agora é atuar onde o risco é real e imediato, com base em evidências técnicas. Isso aumenta a efetividade das visitas e otimiza o uso dos recursos disponíveis”, reforçou Carvalhal.

 

Infestação em alta

O levantamento mais recente revelou um aumento sazonal da infestação do mosquito no Estado. Vinte e um municípios foram classificados em risco médio e um em risco alto. Em 2024, no mesmo período, apenas três municípios estavam em risco médio e nenhum em risco alto.

 

Com a proximidade do período crítico de transmissão de arboviroses, como dengue, chikungunya e zika, a SES orienta os municípios a reorganizarem seus cronogramas e priorizarem áreas críticas.

 

“O levantamento é essencial para orientar as ações. Conseguimos identificar os territórios com maior risco e ajustar as metas de visita para intensificar o enfrentamento ao mosquito”, destacou o coordenador do Controle de Vetores da SES, Mauro Lúcio Rosário. Segundo ele, além da redistribuição das equipes, a Secretaria também prevê capacitações regionais e suporte técnico contínuo aos municípios.

 

Participação da comunidade é decisiva

Apesar das ações intensificadas, a SES ressalta que a participação da população continua sendo fator crucial no combate ao mosquito. “A atuação dos agentes é fundamental, mas o envolvimento da comunidade é decisivo. A maior parte dos focos está dentro das casas, e é preciso que cada morador faça sua parte”, alertou Rosário.

 

*Com informações da SES.

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