Cidades & Região / Mato Grosso do Sul
MS lança Selo de Sustentabilidade em Resíduos e se torna pioneiro no País
Agems cria metodologia inédita que garante segurança jurídica e fortalece municípios na busca por recursos federais
Luis Gustavo, Da Redação*
Mato Grosso do Sul deu um passo pioneiro no Brasil ao implantar uma metodologia inédita de avaliação da Declaração de Sustentabilidade em Resíduos Sólidos, estabelecendo critérios técnicos, econômicos, sociais e ambientais para a concessão do Selo de Sustentabilidade. O modelo, lançado pela Agência Estadual de Regulação (Agems), garante segurança jurídica e fortalece a capacidade dos municípios de acessar recursos federais destinados ao setor.
“Esse é um marco histórico para Mato Grosso do Sul e para o Brasil. Estamos oferecendo todas as condições para que cada prefeitura municipal conveniada avance na gestão dos resíduos. A Agems cumpre sua missão de regular de forma moderna, sempre com foco no usuário e na sustentabilidade dos serviços públicos”, destacou o diretor-presidente da Agência, Carlos Alberto de Assis.
Com a publicação, nesta quinta-feira (28), da Portaria nº 298, Mato Grosso do Sul se torna o primeiro estado brasileiro a implantar uma regulamentação abrangente da Declaração de Sustentabilidade, exigida pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).
Critérios técnicos e abrangência
A metodologia da Agems foi elaborada para atender às Normas de Referência da ANA, especialmente a NR 01, que exige a emissão anual da Declaração de Sustentabilidade, e a NR 07, que trata das condições gerais da prestação de serviços.
“É um trabalho inédito no Brasil que oferece segurança jurídica para que os municípios possam comprovar eficiência no manejo de resíduos e enviar seus projetos em busca de recursos, como os do PAC ou da Caixa”, explicou a diretora de Saneamento Básico e Resíduos Sólidos da Agems, Iara Marchioretto.
O processo avalia dimensões técnico-operacionais, econômico-financeiras e de ESG – Ambiental, Social e Governança, integrando todas as etapas da gestão de resíduos.
“Não é possível conceituar sustentabilidade apenas como equilíbrio financeiro ou apenas como operação. É preciso integrar todas as dimensões”, reforçou a coordenadora da Câmara de Regulação Econômica de Saneamento, Lucélia Tashima.
Autoavaliação e auditoria
A avaliação reúne mais de 400 itens, divididos em duas etapas:
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Autoavaliação dos municípios – 78 questões, com pontuação de 1 a 5, que representam 60% da nota final.
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Auditoria da Agems – análise documental e técnica, responsável pelos outros 40%.
O resultado consolida o Índice de Sustentabilidade em Resíduos Sólidos (ISRS), que define a categoria do Selo: Diamante, Platina, Ouro, Prata ou Bronze. Municípios que não atingirem a pontuação mínima podem apresentar plano de ação em até seis meses e solicitar nova avaliação no ano seguinte.
Primeiros resultados
O modelo já foi testado em cidades-piloto. Maracaju conquistou o Selo Platina, com 49,96 pontos, enquanto Alcinópolis recebeu o Selo Prata, com 28,3 pontos.
Segundo a engenheira ambiental Danielle Adma Vendimiati, coordenadora da Câmara Técnica de Resíduos Sólidos, o mais importante é que o processo mostra a cada município como avançar em sua gestão.
Impactos esperados
Além de habilitar os municípios a acessar recursos federais, o Selo deve gerar impactos diretos, como:
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padronização nacional dos serviços de resíduos;
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maior transparência na gestão pública;
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melhoria da qualidade dos serviços oferecidos à população;
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incentivo à inovação e regionalização.
Com a medida, Mato Grosso do Sul se posiciona como referência em sustentabilidade e inovação regulatória, reforçando o compromisso com o meio ambiente e com a eficiência na gestão pública.
*Com informações da Agems.
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