Petrobras anuncia retorno à distribuição de gás de cozinha

Governo privatizou Liquigás em 2019 e desde então a estatal não atua no varejo do gás; presidente Lula critica preço elevado ao consumidor

Luis Gustavo, Da Redação


A Petrobras confirmou que vai voltar a atuar na distribuição do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), popularmente conhecido como gás de cozinha. Quase seis anos após a privatização da subsidiária Liquigás, o Conselho de Administração aprovou a retomada da operação no setor, embora ainda não tenha detalhado como será a nova estratégia.

Até 2020, a Petrobras vendia gás de cozinha diretamente ao consumidor por meio da Liquigás, que atuava em todo o Brasil, incluindo engarrafamento, distribuição e comercialização do GLP. Em 2019, a empresa foi vendida por cerca de R$ 4 bilhões para um consórcio formado por Copagaz, Itaúsa e Nacional Gás.

O tema do preço do gás de cozinha tem sido alvo de críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que apontou desequilíbrios no mercado e a atuação de "atravessadores" que elevam os valores. Em evento recente, Lula destacou que o botijão vendido pela Petrobras às distribuidoras custa cerca de R$ 37, mas chega ao consumidor final por até R$ 120, evidenciando margens elevadas para intermediários. Ele ressaltou que, no primeiro mandato, comprou a Liquigás justamente para tentar regular o preço do gás.

Além do GLP, outra subsidiária privatizada durante o governo Bolsonaro foi a BR Distribuidora, vendida em 2019 e atualmente operando sob o nome Vibra. Embora os postos ainda exibam a marca Petrobras ou BR, a estatal não atua diretamente na venda de combustíveis no varejo.

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