Mandante de assassinato para 'queima de arquivo' é preso em Campo Grande

Suspeito de chefiar o tráfico e ordenar execuções, homem de 30 anos foi capturado com drogas e responderá também por tráfico

Luis Gustavo, Da Redação


Na tarde de 10 de junho deste ano, Jefferson Fiori da Silva Ferrari foi brutalmente assassinado enquanto caminhava pela via pública no  Jardim Los Angeles, em Campo Grande. De acordo com testemunhas, um homem em uma motocicleta se aproximou da vítima e efetuou diversos disparos de arma de fogo, provocando sua morte ainda no local.

As investigações conduzidas pela DHPP (Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa) apontaram que o crime teria sido encomendado por um traficante da região, para quem Jefferson trabalhava. Conforme apuração da polícia, a motivação do homicídio estaria ligada a desavenças financeiras. A vítima, diante dos desacertos, teria ameaçado denunciar o mandante às autoridades, o que levou à sua execução.

Segundo o delegado titular da DHPP, Rodolfo Daltro, Jefferson pode ter sido mais uma vítima das chamadas "queimas de arquivo" ordenadas pelo mesmo suspeito, que já seria investigado por outros assassinatos em circunstâncias semelhantes.

Na manhã de quarta-feira (3), a Polícia Civil cumpriu mandados de busca, apreensão e prisão temporária contra o traficante, de 30 anos, identificado como o mandante do homicídio. Durante a operação, foram apreendidos diversos pinos de cocaína e porções de pasta base de cocaína no imóvel do investigado. Ele também foi preso em flagrante por tráfico de drogas.

Ao ser interrogado, o suspeito negou envolvimento direto na morte de Jefferson, mas afirmou saber quem seria o autor dos disparos. Trata-se de um homem conhecido no submundo do crime pelo apelido de “Macaco”, apontado pelas investigações como pistoleiro e envolvido com o tráfico. Conforme relatos, Jefferson chegou a balbuciar o nome de seu assassino após ser alvejado.

“Macaco” encontra-se foragido, e há contra ele um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça. A DHPP segue na tentativa de localizá-lo.

Com a prisão do mandante e a identificação do executor, a Polícia Civil avança na elucidação não apenas do assassinato de Jefferson, mas também de pelo menos outros dois homicídios ocorridos em Campo Grande entre 2024 e 2025.

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