De repente

*Felipe Pereira


De repente não há mais nada,

Não há tempo para alegrias

E nem tristezas,

Nem erros,

Nem acertos.

De repente não há mais recomeços,

Não há culpa,

Não há perdão,

Nem liberdade,

Nem prisão.

De repente nada mais é palpável,

Nada é tangível,

Nada mais tem cor,

Não se vê mais a beleza,

Nem a dor.

De repente findou-se o infinito,

Não tem mais a vida,

Nem futuro há mais,

Somente o que se passou

E o que ficou para trás.

*Estudante de contabilidade, morador em Nova Andradina e autor de livros

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal da Nova

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