Brasil: Um desrespeito cravado em nossas raízes

*Maria Odete Alves


Basta olhar para o passado com olhos críticos para perceber que a discriminação com a cultura indígena não é algo atual e sim que já está cravado em nossa história. Com a chegada dos portugueses ao Brasil os indígenas foram submetidos a ordens da coroa, deixando os sem terra, família, direitos ou até mesmo oportunidade de seguir suas crenças. Em uma sociedade contemporânea por mais que já tenham sido criadas leis defensoras dos povos nativos ainda existe o desrespeito e o preconceito com a cultura e questões territoriais dos mesmos.

Com a chegada da coroa e o início do processo de colonização foi vista a oportunidade para a expansão dos costumes catolicistas e a imposição de uma nova religião a um povo inocente que aos poucos perderiam sua essência; Diante a tal situação os povos ali habituados deixaram de possuir  direitos sobre seus territórios e influenciados pelos colonizadores perderam a posse por meio de trocas ilusórias e desleais; Os navegadores visavam a expansão das fronteiras agrícolas e extração de recursos naturais devido a esses fatores ocorreram genocídios, disseminação dos povos que levaram a despencar numerosamente a quantia de tribos existentes, essa disputa era claramente desigual já que os bandeirantes possuíam armamentos mais sofisticado do que os dos indígenas, assim muitos acabavam sendo presos e feitos de escravos.

Na atualidade, ainda sofrem com disputas por terras, desta vez com os fazendeiros e latifundiários, assim a violência, a dificuldade em sobreviver dos recursos das poucas florestas as restam, e está miséria vem aumentandoo a degradação das tribos. Levando muitos nativos a ficarem a beira de estradas, elevando o crescimento do vício em álcool e as taxas de suicídio. Em relação ao desrespeito cultural a degradação social é decorrente, e a intolerância é elevada, a sociedade contemporânea não enxerga as crenças e costumes destes povos de forma correta, agindo de maneira equivocada acreditando que seus pensares e atos não possuem fundamentos, acreditam que seu estilo de vida é apenas aproveitador e desleixado. Nessa conjuntura, é necessário destacar a banalização e exclusão do Estado em relação a apropriação de territórios dispostos a reservas indígenas.

O desrespeito cultural é algo deixado no pensamento arcaico de nossos colonizadores trazendo para nós enquanto sociedade atual uma arrogância exacerbada contra os povos nativos. É necessário uma revisão dos direitos indígenas, proposta pela união do Ministério da Cultura junto a FUNAI para que seja posto em prática de maneira rígida e punitiva leis que fazem jus as duas partes envolvidas; a aceitação e consideração das intervenções feitas pela bancada ruralista, a empatia com os nativos também é algo que deve ser proposto pelos cidadãos  em relação ao Estado deve-se tornar permanente todo território indígena como patrimônio cultural, além de investir cada vez mais em projetos como a FUNAI. Consoante Márcia Guarani, retrata que “nós índios somos como plantas. Como podemos viver sem o nosso solo? Sem a nossa terra?”, o governo deve traçar limites para o agronegócio, afim de preservar estas terras. Com o intuito de extinguir o pensamento rústico nos dias atuais.

*Discente do Terceiro Ano do Ensino Médio da Escola Estadual Professora Nair Palácio de Souza; Docente Orientadora: Adriana Caputo;  Docente Idealizador: Claudinei Araújo dos Santos

Cobertura do Jornal da Nova

Quer ficar por dentro das principais notícias de Nova Andradina, região do Brasil e do mundo? Siga o Jornal da Nova nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram, Threads e no YouTube. Acompanhe!