Delegado de Ponta Porã destaca desafios da polícia na fronteira com Paraguai

Em entrevista ao Jornal da Nova, delegado-adjunto regional ressaltou ações conjuntas com a polícia paraguaia para a desarticulação de grupos criminosos

Luis Gustavo, Da Redação


A fronteira entre Brasil e Paraguai, pelas cidades de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, é famosa pelo turismo de compras, no entanto, um fator negativo continua a pairar pela região: o alto índice de crimes, que vão desde o descaminho, passando pelo tráfico de drogas e armas até homicídios. 

Na tentativa de mudar esse cenário, ao Jornal da Nova, o delegado-adjunto regional Mikail Alessandro, destacou o trabalho conjunto entre as forças de segurança do Brasil e do país vizinho para a desarticulação de grupos criminosos, mas enfatizou a necessidade de se dar continuidade a essa estratégia. 

“Existe uma força conjunta, não é uma coisa contínua, não existe uma operação que fica em continuidade, mas estamos sempre nos ajudando, a Guarda Municipal e a Polícia Militar trabalha junto com a Polícia Civil, a Polícia Federal e a PRF (Polícia Rodoviária Federal), e, às vezes, contamos com a colaboração da Polícia Nacional do Paraguai”, disse. 

Em relação ao número de homicídios, especialmente do lado paraguaio, refletindo no lado brasileiro, o delegado afirmou que tem trabalhado “com a Polícia Nacional, cada um na sua atribuição e cada um com seus recursos, que são escassos dos dois lados, mas trocamos imagens, levantamento de locais entre outros”.

“Não existe um convênio entre as forças que forme uma força-tarefa, mas a cada caso existe sim. Quando precisamos de ajuda, a gente pede apoio para outras policias, apesar que a Guarda Municipal, a Polícia Militar e a Polícia Civil trocam informações diariamente e, assim, podemos evitar crimes de furto, roubo e homicídio em Ponta Porã”, complementou.

Neste ano, 17 homicídios foram registrados em Ponta Porã, sendo que mais da metade foi esclarecido. Outra frente de trabalho está na apreensão de drogas, no entanto, como frisou Alessandro, “não adianta você só ficar apreendendo a carga na estrada, tem que identificar quem são os traficantes e desarticular toda a organização criminosa, para dar prejuízos financeiros ao grupo”.

No lado do Paraguai, até esta segunda-feira (24), foram registrados aproximadamente 70 homicídios desde 1º janeiro deste ano. A Polícia Nacional do Paraguai não precisou ao certo quantos crimes foram solucionados.  

Cobertura do Jornal da Nova

Quer ficar por dentro das principais notícias de Nova Andradina, região do Brasil e do mundo? Siga o Jornal da Nova nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram, Threads e no YouTube. Acompanhe!