Polícia procura ex-pistoleiro de Jorge Rafaat, agora a serviço do PCC

Marcio Sánchez Giménez, o “Aguacate”, é acusado de ser responsável pela chacina com seis mortos no dia 22 deste mês

Da Redação


Desde ontem (28), policiais paraguaios estão à procura de um dos bandidos mais conhecidos na fronteira, Marcio Sánchez Giménez, o “Aguacate”. Ele é acusado de ser o responsável pela chacina que deixou seis mortos na madrugada de 22 deste mês, em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã.

Apontado como líder de um grupo de pistoleiros na Linha Internacional, Aguacate (abacate, em castelhano) era um dos pistoleiros a serviço do chefe do narcotráfico Jorge Rafaat Toumani, executado em Pedro Juan em 15 de junho de 2016.

Segundo policiais paraguaios, após a morte do patrão, Aguacate passou a trabalhar por conta própria a serviço de traficantes locais até ser recrutado pela facção brasileira PCC (Primeiro Comando da Capital), atualmente em guerra com o Comando Vermelho e com o grupo do narcotraficante brasileiro Jarvis Gimenes Pavão pelo controle do tráfico na faixa de fronteira.

Nesta terça-feira, policiais paraguaios fizeram buscas em três endereços onde Aguacate poderia estar escondido, mas ele ainda não foi localizado. Indícios obtidos por investigadores da Polícia Nacional apontam o bandido como responsável pelo ataque a tiros de pistola e fuzil 5.56 que matou cinco homens, uma adolescente de 16 anos e deixou um menino de um ano e oito meses ferido de raspão.

De acordo com o setor de investigações da Polícia Nacional, as equipes estiveram em um sítio de Aguacate na Colônia Vista Alegre. Havia suspeita de que a armas usadas na chacina estivessem no local, mas nada foi encontrado. Os policiais estiveram em outras duas casas no bairro Jardim Aurora.

A polícia da fronteira afirma que as pessoas mortas na chacina trabalhavam para o grupo de Jarvis Pavão, atualmente recolhido no Presídio Federal de Mossoró (RN). A quadrilha do sul-mato-grossense vem sendo dizimada na fronteira. O PCC estaria por trás das mortes, para eliminar o concorrente no comércio de drogas.

Aguacate chegou a ser preso em agosto do ano passado suspeito de ser o mandante do assassinato de um vereador de Capitán Bado, cidade paraguaia vizinha de Coronel Sapucaia. Entretanto, alguns dias depois um juiz local mandou colocá-lo em liberdade por falta de provas.

Em janeiro deste ano, ele escapou de um atentado a tiros de fuzil na região de Capitán Bado. Aguacate estava em uma caminhonete blindada e não foi atingido pelas balas.

Entre os crimes atribuídos ao escritório de pistoleiros controlado por Aguacate está a execução do policial civil Wescley Dias Vasconcelos, 37, no dia 6 de março de 2018 em Ponta Porã. O crime teria sido ordenado pelo narcotraficante Sergio de Arruda Quintiliano Neto, o “Minotauro”, aliado do PCC na fronteira. Minotauro está preso no Brasil desde fevereiro deste ano. Com Campo Grande News

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