Cidades & Região / Nova Andradina
Enfermeiros do Hospital Regional rebatem nota da direção e reafirmam ''carteirada''
Episódio aconteceu na unidade hospitalar no último dia 18
Da Redação
Após a publicação da nota de esclarecimento emitida pela diretoria da FUNSAU-NA (Fundação de Serviços em Saúde de Nova Andradina), mantenedora do Hospital Regional, os enfermeiros da instituição, Odair Magaroto e Wesley Campanari entraram em contato com a reportagem do Jornal da Nova para dar a sua versão dos fatos e rebater as afirmações apresentadas nesta manhã de terça-feira (21).
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O enfermeiro Odair reafirmou que o vereador “Airtinho” deu sim uma “carteirada” na recepção da unidade hospitalar, ao tentar visitar um amigo seu internado na clínica cirúrgica fora do horário de visitas. Segundo o enfermeiro, após ter seu pedido negado devido ao fato de estar ocorrendo uma emergência no mesmo quarto onde estava o paciente que o vereador gostaria de visitar, teria ligado para o diretor financeiro Valmir Moraes. Este, imediatamente ligou para o próprio Odair e teria usado do seu cargo de direção para intimidá-lo no telefone.
“Tem mais de 10 pessoas que testemunharam ele chegando aqui, com tom autoritário, de que ele mandava aqui e pronto acabou. Todos ouviram os gritos que ele deu no corredor comigo e o Wesley, impondo a autoridade dele, sendo que ele não tem esse direito perante a assistência”, alega.
Com relação a afirmação do vereador Airton Castro, justificando que como vereador tem a prerrogativa de fiscalizar a instituição, o enfermeiro argumentou: “Todos os presentes, funcionários e usuários do hospital, viram que ele estava tentando tirar vantagem do seu cargo, com relatos das recepcionistas que não seria a primeira vez que Airtinho tenta usar de seu cargo para tirar vantagem na unidade”, esclarece.
Os enfermeiros também criticaram a postura profissional de Valmir. Para eles, o diretor financeiro os intimidou. “Nos intimidou dizendo que ele mandava aqui e que ele colocava quem ele quisesse aqui dentro. Tentamos explicar a situação, mas ele continuava com o tom alterado”, rebate Odair.
Os enfermeiros também disse que o diretor teria infringido o Código de Ética da enfermagem, a Organização Mundial da Saúde e a lei 8.080, no seu artigo 7º, inciso IV, que preconiza sobre o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), e obedece princípios de igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie.
“O hospital é 100% SUS, ou seja, ninguém deve tomar vantagem em cima de ninguém. Sofremos com esse abuso de poder, vindo da pessoa do Sr. Valmir, há muito tempo. Todos os enfermeiros têm relatos de desrespeito e suas condutas já foram pauta de muitas reuniões. Está registrado nos livros de intercorrências”.
E indaga: “Até quando vamos suportar isso? Até quando essa gestão vai fazer o que quiser com o hospital e com seus funcionários? Cadê a humanização que tanto se fala aqui? Onde está o senhor prefeito que não vê isso?”, questiona o profissional da enfermagem.
Os enfermeiros informaram ainda que houve uma reunião na unidade no dia de hoje e que o diretor geral Nelson Custódio da Silva, e a enfermeira Tatiane, responsável pelo setor, teriam afirmado que Valmir estava errado. No entanto, ele não admitiria o seu erro.
“O Sr. Nelson e a enfermeira chefe entenderam que ele estava errado. Amanhã será realizada uma nova reunião no HR com a participação de todos os enfermeiros”. E encerra: “O vereador deu “carteirada” sim. Vamos agora na Câmara Municipal para nos manifestar”.
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