Dengue hemorrágica avança e epidemia preocupa população na Capital

Crianças com menos de 10 anos e idosos, que não tiveram contato com dengue hemorrágica nas últimas epidemias, devem ser os principais atingidos

Luis Gustavo, Da Redação


A população de Campo Grande enfrenta uma nova epidemia de dengue, já que os moradores estão mais suscetíveis a contrair o tipo II e mais grave da doença, a dengue hemorrágica. Crianças com menos de 10 anos e idosos, que não tiveram contato com dengue hemorrágica nas últimas epidemias, devem ser os principais atingidos.


De acordo com o prefeito Marcos Trad, as cerca de 6 mil notificações registradas em 2016 demonstram sintomas mais comuns a esta versão do vírus. Este é justamente o perfil das duas mortes em investigadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). Ontem, Sidney dos Reis Nantes de 5 anos, morreu quatro dias depois de apresentar os primeiros sintomas de dengue hemorrágica. Em janeiro, a vítima foi um idosa de 76 anos.


Conforme o Ministério da Saúde, além das manifestações constantes no grau I da doença - febre alta e dores musculares -, o tipo II é acompanhado de hemorragias espontâneas (sangramentos de pele, petéquias, epistaxe, gengivorragia e outras). A incidência de dengue na Capital esta prestes a atingir as 300 notificações para cada 100 mil habitantes, necessárias para se considerar a ocorrência de uma epidemia e, portanto, ser decretada situação de emergência.


Até o momento, a incidência é de que 294 notificações para cada 100 mil habitantes. Entre janeiro e fevereiro deste ano, foram cerca de 6 mil notificações contra 2,3 mil em todo ano passado.


“Todos nós sabemos também, inclusive o ministro da Saúde [Luiz Henrique Mandetta] nos confidenciou, que a dengue se espalhou pelo Brasil todo em razão da sua sazonalidade. De dois em dois anos, em razão do criadouro, esse mosquito tende a vir com mais contundência”, explicou o prefeito.


Segundo o último Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (Liraa), de novembro do ano passado, 14 regiões da cidade apresentaram alto índice de infestação do mosquito. Aero Rancho, Moreninhas, Jardim dos Estados, Mata do Jacinto, Estrela do Sul e Maria Aparecida Pedrossian estavam entre os bairros com grande risco de desenvolvimento de criadouros do inseto. Com informações do Correio do Estado.

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