Policial / Fronteira
Pecuarista ligado ao crime organizado é executado a tiros de pistola
Luiz Carlos Gregol de 40 anos, o Tatá, foi morto dentro de sua caminhonete na tarde desta segunda-feira em Amambai
Campo Grande News
O pecuarista Luiz Carlos Gregol de 40 anos, o Tatá, foi executado na tarde desta segunda-feira (5) em Amambai. Ele circulava pela área central em uma caminhonete Toyota/Hilux, cor prata, quando foi atacado por pistoleiros e morto a tiros de pistola calibre 9 milímetros.
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Apontado como membro do crime organizado na fronteira com o Paraguai, Tatá Gregol era suspeito de ter ordenado a chacina que deixou cinco mortos e dois feridos, em 19 de outubro de 2015, em Paranhos.
Naquele dia, pistoleiros em duas caminhonetes dispararam pelo menos cem tiros em um grupo que estava numa padaria na área central de Paranhos.
Morreram Bruno Vieira de Oliveira de 26 anos, Mohamed Youssef Neto de 31 anos, Rodrigo da Silva de 28 anos, Denis Gustavo de 24 anos, e Arnaldo Andres Alderete Peralta de 32 anos. Anderson Cristiano de 27 anos, e Diego Zacarias Alderete Peralta de 26 anos, sobreviveram, mas o segundo teve a perna amputada em consequência do ferimento.
Arnaldo e Diego eram filhos de Zacarias, um dos traficantes mais temidos da região de Paranhos, chefe do chamado “Bando do Zacarias”.
Para vingar os filhos, Zacarias teria ordenado a morte de várias pessoas suspeitas de envolvimento na chacina e de parentes dos rivais.
No dia 14 de junho de 2016, o policial civil Aquiles Chiquin Júnior de 34 anos, foi executado a tiros de fuzil numa academia de Paranhos. A morte dele também teria sido ordenada por Zacarias, já que o irmão do policial, membro do Bando do Tatá, teria participado da chacina.
Aquiles não tinha envolvimento com o crime organizado, mas teria sido morto por retaliação ao irmão. Nenhum suspeito foi indiciado pela chacina de Paranhos e pela morte do policial.

Irmão e filho mortos
No dia 8 de julho do ano passado, dois pistoleiros em uma Toyota/Hilux cor prata executaram Carlos Domingos Gregol de 38 anos, e Gabriel Zanotim Gregol de 18 anos, filho de Tatá.
Eles estavam em um lava rápido na Avenida Coronel Ponciano, em Dourados. Tatá também estava no local, mas conseguiu escapar. Moradores da fronteira afirmam que as mortes foram mais um capítulo da guerra entre os traficantes.
Na noite de 30 de julho de 2017, Tatá Gregol e outros três homens foram presos em Dourados acusados de sequestrar um suspeito de ligação com as mortes no lava rápido.
Além de Tatá Gregol, foram presos Alex dos Santos Botelho de 23 anos, Roberto Nunes de Lara de 24 anos, os três moradores em Paranhos, e Gilson Alves Maccari de 23 anos, residente em Amambai.
Eles foram presos após a Polícia Militar receber denúncia de sequestro ocorrido no Jardim Universitário, região norte de Dourados.
Equipes da Força Tática descobriram que a quadrilha tinha sequestro Adriano de Oliveira, 25, e o mantido em cárcere privado. O grupo queria informações sobre os autores do duplo homicídio do lava rápido.
Vizinhos viram quando homens armados chegaram à casa de Adriano e o colocaram numa caminhonete Toyota/Hilux de cor preta. Nas proximidades do local, no cruzamento das ruas Passo Fundo e Cider Cerzosimo de Souza, os policiais abordaram a caminhonete.
O rapaz sequestrado estava no veículo e contou aos PMs que os acusados foram até sua residência encapuzado e o obrigaram a entrar no carro, questionando sobre a morte de Gabriel e Carlos Gregol.
Na caminhonete os policiais encontraram duas toucas ninja, uma corda, fita adesiva, um rádio comunicador, celulares, três pistolas e carregadores com munição. Dentro da caminhonete foi encontrado um controle remoto com a anotação de um endereço.
Os policiais foram até a casa, na Rua Oliveira Marques, no residencial Monte Cristo, onde Luiz Carlos Gregol foi preso com uma pistola calibre 380, dois carreadores municiados e diversas anotações.
Mesmo preso em flagrante porte ilegal de arma, organização criminosa, sequestro e cárcere privado, Tatá ficou só dois dias preso e respondia ao processo em liberdade.
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