Polícia paraguaia pede apoio à brasileira para investigar 6 assassinatos em 5 dias na fronteira

Polícia de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero no Paraguai, investigam onda de execuções na região. Em todos os casos, pistoleiros usaram armas de grosso calibre

Da Redação


Desde o dia 15 de outubro, seis pessoas foram assassinadas na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Três vítimas era brasileiras, e três paraguaias. Em todos os casos, os pistoleiros usaram armas de grosso calibre.

Na terça, um paraguaio de 25 anos foi morto quando praticava esportes em Pedro Juan Caballero. A quarta-feira (17) foi o dia mais violento: duas mulheres foram encontradas mortas em um lixão, o brasileiro Danilo Sois, de 20 anos foi atingidos por cerca de trinta tiros de fuzil em Ponta Porã, e o piloto brasileiro Mauro Parra foi atingido por disparos de calibre 762, perto da linha internacional.

Nesta sexta-feira, o comerciante brasileiro Paulo Ribeiro morreu em Pedro Juan, em frente à casa onde morava. Ele foi atingido na cabeça, peito e braços.

Das seis vítimas, quatro tinham passagem por algum crime na fronteira. Três por tráfico de drogas e uma por roubo de veículo. A polícia paraguaia investiga se as mortes tem alguma ligação, e pediu o apoio da polícia brasileira.

De acordo com o chefe da divisão de homicídios do Paraguai, Flavio Rolon, a polícia paraguaia está empenhada em realizar essa investigação junto com a brasileira: "Todos os crimes que ocorrem do lado de cá da fronteira, também envolvem o lado de lá, então sempre estamos realizando esse diálogo permanente". Na próxima semana deve acontecer uma reunião entre as polícias dos dois países para tratar dessas execuções.

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