Candidata propõe eleições gerais na Famasul

Em oposição ao atual presidente Mauricio Saito, Terezinha Candido quer mais participação do produtor

Da Redação


No cerne das discussões pela sucessão na Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso do Sul (FAMASUL), a proposta que encabeça o plano de gestão da candidata pela chapa “Novos Tempos”, Terezinha Candido, poderá revolucionar a relação entre a instituição e os sindicatos rurais do Estado com eleições gerais.

Entidade integrada a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), a Famasul é a organização patronal responsável pela representação da classe produtora rural junto ao Estado e a sociedade em geral. Sua base é composta por 69 Sindicatos Rurais instalados em praticamente todos os municípios do MS.

De acordo com o regimento eleitoral da instituição, o pleito ocorre de forma colegiada. Presidente, vice e integrantes da diretoria são escolhidos por meio de votos dos sindicatos rurais, que representam a classe produtiva de todo Estado.

“A Democracia plena passa pelo direito de todos de exercerem sua escolha e preferência em todos os níveis da sociedade organizada, por isso nosso compromisso é pela implantação de eleições gerais para que os produtores sindicalizados possam manifestar sua preferência e escolha”, comenta Terezinha.

A candidata explica que, num primeiro momento, em atendimento às normativas legais, será proposto o regime de Plenárias. Desta forma, conforme o plano de gestão da chapa Novos Tempos, apesar da manutenção do voto qualitativo, o mesmo poderá refletir o pensamento da maioria dos associados. Assim o resultado das Plenárias dará subsídios e norteará o voto qualitativo do delegado sindical.

A proposta, no entanto, é ir além. Visa a substituição do voto qualitativo pelo chamado voto unitário. “Desta forma será possível construir um ambiente participativo, justo e inclusivo nos processos de escolha de seus representantes”, reitera a candidata.

Novidade

A primeira disputa real pela presidência da Famasul é oficial. O registro das candidaturas das duas chapas foi deferido na última semana pela direção da entidade.

Marcada para o dia 16 de junho, essa será a primeira eleição de fato a ser disputada na Federação que representa a classe produtora do Estado, ao longo de seus 40 anos de existência. Desde sua fundação, em 27 de outubro de 1977 – logo após a divisão do Estado de Mato Grosso – as sucessões sempre foram marcadas por chapas únicas.

Representando a mudança, Terezinha enfrenta o atual presidente da Federação, Mauricio Saito. Segundo a candidata de oposição, a atual gestão negligenciou os interesses da classe produtiva em apoio ao governo de Reinaldo Azambuja (PSDB). “O que se espera de uma federação é que represente os interesses de seus associados e não foi o que aconteceu. Hoje não sabemos onde termina a Famasul e começa o governo”, dispara a candidata.

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