''Greve é ilegal. Esta paralisação tem cunho político'', afirma prefeito Vagner Guirado, de Anaurilândia

Da Redação


Um grupo de professores da rede municipal de ensino foi às ruas de Anaurilândia na manhã desta quinta-feira (8), para protestar contra a política salarial da atual administração. A passeata percorreu as ruas e avenidas centrais com cartazes e faixas que falavam em Justiça e direitos da categoria, além de pedir respeito e a valorização da categoria.

Segundo informações apuradas pelo Jornal da Nova, o movimento não tem o apoio do Simted (Sindicato dos Trabalhadores em Educação) de Anaurilândia, já que não houve uma assembleia para decidir sobre a paralisação das atividades nesta quinta e sexta-feira (8 e 9 de setembro).

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De acordo com a presidente do Simted, Alcidineia Martins de Oliveira, a proposta de percentual de reajuste da Prefeitura foi rejeitada, porém, a decisão de cruzar os braços nesses dois dias não foi acordada. Em nota na página do facebook da presidente do órgão sindical, a sindicalista afirma que a “revolta é que não teriam mais os 5% da regência, que foi incorporado no ano de 2013, ou seja, estariam perdendo, como aconteceu em 2012 (...)”, diz trecho da nota.

A reportagem do Jornal da Nova conversou com o prefeito Vagner Guirado, por volta das 9h30. De acordo com o chefe do executivo, a greve por dois dias é ilegal, pois não existe atraso do pagamento de salários dos professores e também porque o município está pagando o piso nacional. “O projeto de reajuste de 6,01% foi aprovado pela Câmara Municipal complementou o que faltava para atingir o valor do reajuste total de 11,36%, previsto em lei. A greve é ilegal. Esta paralisação tem cunho político”, afirma o prefeito, que é candidato a reeleição pelo PR, em Anaurilândia.

Vagner Guirado também confirmou que a Prefeitura deve descontar o dia letivo dos trabalhadores faltosos e entrar na Justiça contra o movimento, já que foi descumprida a lei da greve.

Apesar da paralisação de alguns professores, o prefeito disse que as aulas não estão suspensas já que o município contratou professores substitutos. “Os dois dias são letivos. Não houve prejuízo para os alunos. As escolas estão abertas e as aulas acontecem normalmente”, garante Vagner.

Professores foram as ruas na manhã dessa quinta-feira em Anaurilândia - Foto: Reprodução

Proposta do governo municipal

A proposta do governo municipal visava a incorporação de 10% da regência mais 5%, a partir de 1º setembro e assegurava, por meio de uma mudança na legislação, o mesmo porcentual e data de reajuste do Piso Nacional.

Nota do Simted publicada nas redes sociais

Diz a nota, com pequenos ajustes e correções ortográficas, para facilitar o entendimento:

“Iniciamos as conversas sobre o reajuste no final do mês de janeiro. Em fevereiro o secretário de educação nos apresentou ofício, onde nos apresentou um esboço do projeto do reajuste. O prefeito e o secretário de educação, através de uma convocação, apresentou uma proposta: Um reajuste de 11.36%, parcelamento das férias e o retroativo do reajuste em seis vezes. A categoria ficou de se reunir e passar uma posição. Enquanto isso, o projeto foi encaminhado para aprovação na câmara.

 

A categoria não aceitou o parcelamento em seis vezes das férias, direito da categoria. Com isso, o prefeito retirou o projeto e voltamos à estaca zero. Cobramos, por meio de uma comissão formada pela categoria, este SIMTED enviou oficio de cobrança de um posicionamento do Prefeito.

 

A categoria se mobilizou e foi para câmara cobrar dos vereadores. O prefeito enviou outra proposta, que por sinal foi pior do que a categoria que havia recebido em abril. A única coisa boa era o acréscimo ao parágrafo 1º, Art. 30, na Lei complementar 007/2002. A categoria sabia que poderia ter somente o porcentual que faltava para atingir o piso.

 

A revolta é que não teriam mais os 5% da regência que foi incorporado no ano de 2013, ou seja, estariam perdendo como aconteceu em 2012 quando sumiu R$ 100,00 que categoria tinha em 2009 de abono, que foi incorporado no vencimento base em 2010, para ficarem acima do piso nacional e terem vantagens nos adicionais. O mesmo agora estaria acontecendo com a incorporação de 5% de regência em 2013, como o reajuste foi de 7.99%, com a incorporação de 5 % da regência, a categoria ficou com vencimento base acima do piso nacional. Com isso, aumentaria os valores de adicionais. Em 2014, foi reajustado 8.32%, em 2015 13.01%.

 

Infelizmente, este ano, a categoria não conseguiu o mesmo porcentual 11.36%. Nem por isso, o SIMTED recuou. Estamos prontos para atender a categoria, desde que sejamos convidados. E estamos prontos para atender o poder executivo e o legislativo igual. Decisões não cabem ao presidente e sim a categoria”.

 

Alcidineia Martins de Oliveira

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