Ex-jogadores do Botafogo viram porteiros e se destacam em campeonato da categoria

Da Redação


Nem todo jogador de futebol guarda um pé de meia para viver tranquilamente após o fim da carreira. Este foi o caso de Adriano Ratinho e Sidcley, ex-jogadores do Botafogo nos anos 90. Hoje, os ex-atletas, que já foram parceiros de Joel Santana e Túlio Maravilha, trabalham como porteiros no Rio de Janeiro. "Cheguei a ganhar salário de US$ 20 mil quando joguei no Qatar. Pelas oportunidades que tive, poderia estar melhor, já que joguei em um grande clube", lamenta Sidcley, em entrevista à TV Globo. "Hoje, tiro R$ 1300 e pouco trabalhando como porteiro. Mas é algo que tenho orgulho de fazer", revela.

Além do Botafogo, onde atuou com atletas como Djair e Marcelinho Paulista, Sidcley jogou na Polônia, Paraguai, Espanha, Qatar e Arábia Saudita. O ex-volante fez parte do time campeão carioca em 1997. Joel Santana, por exemplo, se recorda. "Olha, é o Sidcley! Jogador de meio-campo, trabalhamos juntos no Botafogo. Era bom jogador", disse o treinador, ao ver uma foto do ex-meio-campista. Já Alexandre Ratinho também foi revelado pelo Botafogo e rodou o mundo, jogando por vários clubes brasileiros e sul-americanos. Na Bolívia, por exemplo, marcou o gol mais rápido do Bolivianão 2007, aos 12 segundos, atuando pelo The Strongest. Também trabalhando como porteiro, o ex-atacante foi parceiro de Túlio Maravilha no Volta Redonda, em 2006, e deu várias assistências para o veterano, que segue em busca dos mil gols e agradeceu. "Ratinho, tô com saudades de você, cara! Fiquei sabendo que você está jogando muito no campeonato de porteiros aqui do Rio", disse Maravilha. Sim, é isso mesmo.

Hoje, os porteiros Ratinho e Sidcley representam o time do Laranjeiras no torneio da categoria no Rio de Janeiro. Na última rodada, eles foram os destaques da vitória por 9 a 1 sobre o Piquerê. O campeonato de porteiros da capital fluminense conta com 12 times e 300 jogadores inscritos. Segundo os ex-atletas, apesar de serem acima da média, a titularidade nunca está garantida.

"Moro longe do campo. Nunca acordei tão cedo para jogar futebol, tenho que chegar aqui às 9h. Mas não posso faltar de jeito nenhum, pois quem chega primeiro é titular", diz Ratinho. "O passado ficou, agora vamos com tudo, enfrentando o que vier pela frente. Meu objetivo agora é buscar o título aqui do campeonato de porteiros, e tenho certeza que o Laranjeira vai ser campeão", finaliza o ex-atacante.

Com informações Bol

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