• Paraíso17

Artigo: ''Pedal de Ouro''

*Rosildo Barcellos
12/01/2015 16h21

Com snipers nos telhados e brigadas de desativação de explosivos em alerta máximo o domingo na França foi sob tensão. Enquanto isto, em outra parte do mundo, especificamente no Mato Grosso do Sul vivíamos o clima da cordialidade. Na França milhões de pessoas solidárias ao não terrorismo. No Brasil, a chance e a oportunização ao recomeço. É fato que existem conquistas que são irrecusáveis e que tem íntima relação com os direitos humanos, onde estão alcançados o direito à vida, à liberdade e a responsabilidade de expressão além do direito a ser considerado naquilo que são convicções.Estes direitos,que também são deveres são irrenunciáveis.

Contrastando com o que no mundo se vê, paulatinamente, apoiando os pés no chão, a busca do equilíbrio. Ali naquele espaço estavam Joanas, Rosanas e Fernandas e assim como os nomes as idades variavam, eram 12, 24 e 52 mas assim como na França todas lutavam por um ideal: A Liberdade. Cada uma com sua história, cada uma com sua dificuldade ou trauma, mas em comum...não saber andar de bicicleta. As vezes se te perguntarem se você sabe andar de bicicleta para muitos vai parecer uma pergunta fácil de responder, mas não para aquelas que não sabem ou carregam alguma dificuldade de infância. Quantos tentaram e não conseguiram e outros tantos nem tentaram.

 

E desta vez o resgate a alegria da liberdade através dos pedais foram apresentados pelos Bike Anjos. Ali estavam a Bike Anjo Elijane Coelho, que também desenvolve um trabalho na Agência de turismo Sopa de Pedras Cicloaventuras e Edson Kubilha, campeão estadual de ciclismo de 2013 e que certamente vibraram mais com o êxito de quem aprendeu a andar de bicicleta, do que o próprio aprendiz. A essência do trabalho dos Bike Anjos é resgatar a autoestima perdida, e transmitir a confiança necessária para convencer o aprendiz da segurança do pedalar, ensinando técnicas e postura e apresentando a ideia do equilíbrio e da importância de se distanciar um pouco das aparelhagens eletrônicas para sentir a brisa no rosto.

 

A grande lição que fica é que nunca é tarde para aprender e a gente aprende com exemplos. Exemplos de lutas, exemplos de solidariedade e exemplos de vitória e superação. E por isso os abnegados “Bike Anjos” são ciclistas apaixonados pela vida, pela sua cidade e esperançosos por uma melhor qualidade de vida. Que tem por maior alegria ouvir a frase, entrecortada com um abraço “Muito Obrigado – Eu aprendi” e sonham ainda com uma cidade com menos poluição e mais carinho intercomunitário e ainda, que as pessoas sejam detentoras de uma convivência pacífica e harmoniosa. Certamente é isso que Campo Grande precisa, que Mato Grosso do Sul precisa e que o mundo precisa: Paz!

 

*Articulista






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