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Advogado é condenado por tráfico de influência na região de Dourados

Advogado alegava ter um bom trânsito no Judiciário
Da Redação / Imagens: Divulgação
30/10/2019 09h30

Após investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), o advogado Jeferson Rivarola Rocha foi condenado a 8 anos e 3 meses de reclusão, e 60 dias-multa pelo crime tráfico de influência praticado no município de Dourados.

 

Conforme consta nos autos, o advogado Jeferson Rivarola Rocha tinha o mesmo modus operandi com todos os seus clientes: prometia vantagens ilícitas, como a dispensa de realização de exame criminológico, desrespeito à ordem de antiguidade para decisão nos processos e, ainda mais grave, a manipulação dos atos de servidores públicos, delegados, peritos e juízes.

 

No entanto, ele alegava ter um bom trânsito no Judiciário e, por conta disso, cobrava valores excedentes de seus clientes, sob o pretexto de dar celeridade aos seus pedidos e até mesmo de influir nas decisões a serem proferidas. Alegava, inclusive, que alguns destes valores excedentes destinavam-se a servidores públicos para que seus pleitos fossem atendidos.

 

Diante da notícia da prática do crime de tráfico de influência por parte do advogado Jeferson Rivarola Rocha, foi instaurado o Procedimento Investigatório Criminal (PIC n.º 19/2013).

 

Após investigações preliminares, surgiram fortes indícios de práticas delituosas por parte de Jeferson Rivarola Rocha até que, durante uma operação realizada pelo GAECO em combate à organização criminosa denominada “Primeiro Comando da Capital (PCC)”, foram captadas em interceptações telefônicas judicialmente autorizadas conversas entre Jeferson Rivarola Rocha, Mauro Assis dos Reis Pereira (Assessor Jurídico), Ricardo Pinheiro Miyamoto (Assessor Jurídico) e João Batista Cardoso Barcelos (Agente Penitenciário).

 

O Ministério Público Estadual denunciou Jeferson pelos crimes de tráfico de influência, exploração de prestígio, crime de concussão e corrupção ativa.

 

A 7ª Promotoria de Justiça de Dourados recorrerá da sentença que absolveu Jeferson Rivarola Rocha dos demais crimes em que foi denunciado. Com MPE-MS



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