PF: quadrilha investigada em esquema de propina tramou assassinato de colega

Plano foi denunciado por lavador de carros, contratado para executado serviço

Da Redação


Suposto plano para matar o corretor de gado, José Ricardo Gutti Gumari, apelidado de “Polaco”, foi um dos principais motivos para a Polícia Federal pedir a prisão de empresários, políticos e pecuaristas ligados à cúpula da administração Reinaldo Azambuja (PSDB).  A revelação consta na decisão do ministro Felix Fisher, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou a prisão temporária de 14 pessoas, durante operação Vostok, desencadeada nesta quarta-feira (12).

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Consta na decisão da Justiça de que “no bojo das investigações, verificou-se a possível arregimentação de eventual eliminação/morte de um dos atores da organização criminosa, o investigado José Ricardo Gutti Gumari, conhecido como “Polaco”, em decorrência da sua ausência de fidelidade a organização”.

 

Conforme o documento, Polaco estaria chantageando os envolvidos no esquema, sob ameaça de que faria uma delação premiada. Consta ainda que o aposentado Luiz Carlos Vareiro, 61 anos, era quem teria sido contratado para e executador o“serviço”, depois  de Polaco ser citado em reportagem do programa Fantástico, Rede Globo, exibida no dia 28 de maio de 2017, que denunciava o esquema.

 

Preso por suposto roubo de veículo na BR-262, Vareio denunciou o plano, que teria sido encabeçado pelo filho do governador, Rodrigo Souza e Silva.

 

Na época, o lavador de carros denunciou que roubou “propina” de R$ 270 mil paga por integrantes da administração estadual a Polaco.

 

Articulador do roubo, Luiz Carlos Vareiro exigiu a presença do Ministério Público Estadual para revelar como orquestrou o crime. O promotor Marcos Alex Vera de Oliveira, do Grupo Especial de Combate à Corrupção, compareceu à delegacia para ouvi-lo.

 

De acordo com Luiz Carlos, o filho de Reinaldo Azambuja teria lhe procurado para encomendar o roubo da propina destinada a Polaco, além da morte do corretor.

 

Polaco é apontado como um dos operadores do esquema investigado na operação da PF. Ele também recebia propinas e é alvo de mandado de prisão temporária.

 

O filho de Reinaldo Azambuja, Rodrigo de Souza e Silva, também está entre os presos. O governador de Mato Grosso do Sul, só não teve sua prisão solicitada, por causa dos “prejuízos sociais e econômicos” que o Estado poderia sofrer.

 

Os envolvidos teriam lucrado R$ 67.791.309,00 com o esquema de pagamento de propina e lavagem de dinheiro por meio de notas frias. O esquema causou prejuízo de R$ 209.750.000,00 aos cofres públicos.

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