Gaeco volta à Nova Andradina com ação contra o PCC

Empresário foi preso com suspeita de ligação com o crime organizado

Da Redação


Desde as primeiras horas da manhã desta segunda-feira (23), agentes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) do MPE/MS (Ministério Público Estadual) de Mato Grosso do Sul, com apoio de policiais militares do 8º Batalhão de Polícia Militar de Nova Andradina, PMR (Polícia Militar Rodoviária) e SIG (Seção de Investigações Gerais) da Delegacia de Polícia Civil cumprem, mandados de busca e apreensão e prisão na cidade.

Conforme apurou o Jornal da Nova, ao menos oito locais foram alvos da operação Mudra que é contra o crime organizado intitulado PCC (Primeiro Comando da Capital). Estão na mira da ação pessoas ligadas ao tráfico de drogas, armas entre outras contravenções penais.

Equipes policiais foram divididas com equipes do Gaeco e foram nas residências localizadas nos bairros Argemiro Ortega, Morada do Sol, Vila Operária, região central e até numa conveniência localizada na avenida Eurico Soares de Andrade.

Empresário chegando na Delegacia de Polícia – Foto: Jornal da Nova

Entre os presos, está um empresário identificado pela polícia por Ademir Naide de 46 anos, conhecido como “Gago”. Seu advogado, Dr. Martinho Ruas, confirmou à reportagem a prisão preventiva e a busca e apreensão em seus imóveis. “Agora vamos saber do que realmente se trata, por enquanto temos que deixar a polícia trabalhar”, disse.

Os nomes dos outros alvos ainda não foram divulgados e o que foi de competência da Delegacia de Polícia Civil, irão para a unidade policial, outros poderão ser encaminhados ao MPE local. O Ministério Público irá enviar nota à imprensa sobre o balanço da operação.

Investigação 

Os mandados foram expedidos em decorrência das provas colhidas em investigações desenvolvidas pelo Gaeco e pela Polícia Civil, que demonstram a atuação criminosa do PCC (Primeiro Comando da Capital) mediante ordens emanadas pelos seus líderes de dentro de presídios de segurança máxima do Estado de Mato Grosso do Sul, que foram executadas por membros da facção criminosa que se encontram em liberdade.

Segundo o MPE, apurou-se que a organização criminosa desenvolve ações voltadas ao seu fortalecimento e domínio dos presídios e das áreas de interesse para o tráfico de drogas, um dos meios de obtenção de meios para seu autofinanciamento, ao lado da prática de crimes contra o patrimônio, especialmente de roubos.

Além disso, foi possível comprovar a ocorrência de julgamentos pelo “Tribunal do Crime”, que desencadearam crimes de homicídios executados nos Estados de Mato Grosso do Sul e do Paraná.

Momento em que outro acusado chega à Delegacia - Foto: Jornal da Nova

Operação Mudra

A “Operação Mudra”, em ação conjunta do Gaeco, 3ª Promotoria de Justiça de Nova Andradina, Polícia Civil de Nova Andradina, Polícia Militar de Dourados e Nova Andradina, do 3º CIPM e da Agência de Inteligência da PM de Dourados, visa a dar cumprimento a 18 mandados de busca e apreensão e de seis prisões preventivas expedidas pelos Juízos da 2ª Vara Criminal de Dourados e da Vara Criminal de Nova Andradina, nas cidades de Nova Andradina, Campo Grande, Terenos, Dourados, Caarapó e Porecatu (PR).

Mudras são gestos que, segundo a yoga – prática indiana milenar – e ayurveda – sabedoria medicinal que também surgiu na Índia –, “nos permitem sintonizar com frequências específicas de energia do Universo”. Também não foi divulgado o porquê do nome de batismo da operação.

*Matéria editada para acréscimos de informações; 10h02

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